Maternidade: Instinto feminino, ou papel cobrado pela sociedade?

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SER OU NÃO SER MÃE, eis a questão..

Toda mulher nasceu pra ser mãe?  A resposta, um conflito do feminino…

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Existem muitas discussões a respeito do tema, justamente, acredito para trazer luz ás mulheres que desejam se encontrar em suas decisões e jornadas.

Enquanto Jung na psicologia analítica nos responde com o arquétipo da mãe como essência do feminino, no inconsciente coletivo, a mitologia grega nos mostra, através dos mitos de outras deusas, também parte do feminino, a competição entre estas deusas. Onde muitas vezes a deusa mãe sede lugar para outras deusas, outras conquistas aparecem como prioridade.

Nos mitos femininos, algumas deusas possuem reais dificuldades como mãe, dificuldades fisiológicas, outras psicológicas e também sociais. Assim como percebemos acontecer em nossa realidade no dia a dia.Cada mãe desempenhará seu papel e lugar de acordo com suas habilidades.

Já Elisabeth Badinter no livro: Um Amor Conquistado: o Mito do Amor Materno ela afirma “O amor materno não constitui um sentimento inerente à condição de mulher, ele não é um determinismo, mas é algo que se aprende,…produto da evolução social”.

Historicamente, as mulheres viveram o papel da maternidade de forma muito diferente, também considerando as mudanças econômicas, políticas e sociais. A mulher encontrou um novo caminho e um novo sentido em sua jornada, onde a maternidade é uma dessas estradas, uma estrada sagrada, onde algumas irão caminhar e outras não. É preciso entender desse contexto e significado, para que nem a cobrança e nem a culpa pairem sobre a mulher, e esta se sinta menos diante de outras mulheres. Pois a maternidade é um status em nossa sociedade, e transmite em seu amplo sentido o poder de gerar vida..

A sociedade nos apresenta um roteiro de sucesso: nascer, crescer, graduar-se, casar, multiplicar-se, enriquecer e morrer. Porém podemos assumir status diferentes e construir uma vida com mais significado. Pois sucesso é relativo. Como seria diferente, essa deve ser a pergunta. Entre destinos e desejos, crenças, valores e verdades, permeamos decisões de forma que nosso corpo busca biologicamente uma satisfação de suas necessidades. Também nos encontramos psicologicamente envolvidos por um contexto social, somos afetados por este meio, e projetamos neste mesmo meio nossos anseios. Passamos por estas fases, muitas vezes, sem se quer pensar em nossas reais necessidades, dificuldades que temos ou teremos, desejos, motivações e sentidos de cada decisão. Muitas vezes, apenas para obter o status que esperam de nós, para sermos aceitas, nos sentirmos parte de uma sociedade e então estarmos seguras e acompanhadas.

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A MATERNIDADE É ALGO SAGRADO. A gestação deve ser uma decisão, uma escolha livre tanto da mulher, quanto de seu companheiro, que juntos darão forma, cor e significado para o novo ser, através do amor responsável, que aprende um com o outro suas necessidades, e se transforma a cada dia, construindo relações fortes, seguras e duradouras..

É comum a perda de identidade da mulher, diante da vivência materna e a pressão emocional para conciliar, carreira e vida afetiva. Daí surge o aprendizado, de que toda escolha tem perdas e ganhos. Ser ou não ser mãe, não seria diferente.

A mãe que deseja ser perfeita, não consegue enxergar seu filho, enxerga apenas as necessidades dela mesma. É preciso respeitar a particularidade de cada mulher.

 

Adm. ROBERTA GALVANI DE CARVALHO. Consultora Estratégica e Coach, estudiosa do comportamento humano, desenvolve pessoas e empresas para o aumento de performance. Conheça o Curso de Individuação Feminina. www.galvanicarvalho.com.br – (63) 99731389.

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