FELICIDADE…um paradoxo, brilha no ar, como uma estrela que não está lá…”

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Sentimento simples, que nem sempre foi fácil sentir. Cheio de interrogações, condições, critérios explícitos e ocultos, subjetivos e objetivos, conscientes e e inconscientes…mistérios!
Sorrisos e lágrimas indicam felicidade, paradoxal né! quanto mais se é feliz, menos se sente feliz… as pessoas estudam este sentimento desde o início da humanidade, criam pílulas da felicidade, e até prometem que todos a tem, mas por que nem sempre funciona?

FELICIDADE é reconhecida como o grau em que o indivíduo julga a qualidade global de sua vida de modo geral. O quanto a pessoa gosta da vida que leva. Estado mental de bem-estar caracterizado por emoções positivas ou agradáveis que vão desde o contentamento até a intensa alegria, com choro ou sem choro, risos ou sem risos, cada temperamento tem seu jeito de ser feliz, assim damos cores a cada personalidade e a cada indivíduo.

Para Voltaire, felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir.
Para entendermos um pouquinho desta tão sonhada e desejada emoção, principalmente com universos tão variados envolvidos no tema: biológico, psicológico e social, um mundo cheio de crenças, valores e hormônios, experiências e aprendizados não acabados.

Ampliar o conhecimento sobre o tema pode ser um excelente começo para ser mais feliz. Conhecer o melhor caminho pra você… pois a quem diga que felicidade não é chegada é estrada.

As teorias se aplicam sim, e na prática aprender a pensar e sentir melhor, ajuda no comportar, trazendo para a vida mais felicidade, plenitude e significado.

Estudada desde os primórdios da humanidade, pelos pensadores, psicólogos, sociólogos e filósofos que buscaram compreender este sentimento rico, incompreendido e muitas vezes roubado, que nem sempre possui motivos e ocasião, mas que toma por completo as veias de nossas vidas.

O que tomar para ser feliz?

Alguns dizem ser: DECISÃO, no popular a famosa vergonha na cara, mudar de vida, tomar cachaça, esquecer, perdoar, deixar o cartão de crédito em casa, trabalhar, tomar remédio, etc, mas o que percebemos mesmo, é que para ser ou estar feliz, entre todos os estudos citados o mais real seria CONHECER-SE, CONSTRUIR UM SENTIDO PARA VIDA. Saber de verdade, o que mais importa.

As mais variadas formas de interpretar a realidade é que justificará seu caminho.

Pesquisas demonstram que a felicidade pode aumentar e se estender através de muitas formas, uma delas é a Psicologia Positiva. Martin Seligman, psicólogo estadunidense, apresenta estudos científicos baseados neste movimento, descobertas sobre felicidade e longevidade e a maneira para alcançarmos níveis sustentáveis de alegria, gratificação e significados autênticos para vida.

Existem várias teorias e estratégias para SER FELIZ, cada uma delas combinadas, a momentos adequados da vida, poderá trazer MAIS PLENITUDE PRA VOCÊ.

  1. Investir em momento onde a se torna Vida Agradável (Atendendo alguns prazeres)
  2. Contribuir para que sua Vida seja Boa ( Com foco nas forças e no engajamento em projetos)
  3. Construir uma Vida significativa (medida pelas suas crenças e valores)

 

A TEORIA HEDONISTA (felicidade ligada aos prazeres) pode ser trabalhada com  uma lista de pequenos e grandes DESEJOS, coisas que lhe proporcionam satisfação, geralmente são momentâneos, tipo: comer chocolate, estar na companhia de alguém, tomar sorvete, dançar, beber, comprar, ler, pescar, ouvir música, viajar, jogar, etc

A TEORIA DOS DESEJOS (felicidade ligada ao poder, status, aparências, riquezas) pode ser construida com uma lista de coisas que você deseja alcançar na vida, não importa que leve a vida toda, esse é o objetivo, que você tenha uma visão de futuro do que quer pra você, do que é pra você, e assim possa se dedicar a buscar.

A TEORIA OBJETIVA: (felicidade focada numa lista racional de coisas a serem executadas e conquistadas que lhe deixarão feliz) Ajuda muito na execução de tarefas, que tornam a vida mais saudável e original quando cumpridas, uma sensação de dever cumprido. Faça uma lista de OBJETIVOS, pequenos e grandes, desafie-se cada dia, pense em começar e quando ver sua caminhada terá sido longa.

A TEORIA DA FELICIDADE AUTÊNTICA: (felicidade focada nos valores, crenças e no propósito de sua vida). Para Aristóteles, filósofo grego, a felicidade não está ligada aos prazeres ou as riquezas, mas a atividade prática da razão.

F-E-L-I-C-I-D-A-D-E PODE SER RACIONALIZADA?

FELICIDADE= Limites + Circunstâncias da Vida+ Ações Voluntárias.

Deliciei-me nas aulas de Antropologia, no Curso de Psicologia, ao estudar FELICIDADE com meu querido professor Sonielson Souza, filósofo e coach brasileiro. Muitos pensamentos foram aproveitados daquela manhã, que me fez muito feliz, cito aqui o que aprendi…

O cuidado que devemos ter para cada momento de felicidade é que: Ao desejar possuir para ser feliz, muitos esquecem-se de usufruir, agindo assim como caçadores de ilusões. Para estes, não existem novas recompensas que supram seu vazio. Anton Tchekov, escritor e dramaturgo russo, disse que “a felicidade é uma recompensa para quem não a procura”.

Clóvis de Barros Filho, advogado, jornalista e escritor brasileiro, afirma que a felicidade é normalmente associada a um momento da vida que dura certo tempo, em que há um apogeu de qualidade e, consequentemente, certa intensidade, como o orgasmo, por exemplo. Mas, essa experiência emocional é passageira.   Se não fosse, seu valor percebido seria reduzido.

A ideia de felicidade atrelada ao apego materialista é progressivamente difundida no mundo moderno. Esta idealização massiva infere que associemos felicidade à possibilidade de ter mais do que temos, ou, é claro, de desejar algo que não temos, mas achamos que podemos ter. A realidade contraria esse desejo persistente: mais escolhas parecem ofuscar a felicidade.

Bertrand Russell, filósofo britânico, afirmava que “não possuir algumas das coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade”. NOVAMENTE, O EXCESSO DE AUTORREFERÊNCIA AFASTA A FELICIDADE.

Na medida em que precisamos de mais coisas para sermos felizes, diminui a probabilidade de felicidade. Momentos se tornam ainda mais raros, porque sempre desejamos mais do que ela nos permite. A busca desenfreada é duplamente traiçoeira: ela se torna inócua ao ser alcançada, e gera as bases para uma nova busca. Um buraco sem fundo. Por isso a importância de sabermos os nossos limites e usarmos.

No livro “Felicidade ou Morte”, Leandro Karnal, historiador brasileiro, cita a felicidade como um elemento comparativo. Ou seja, só saberemos ser felizes em comparação a quem não é, ou vice-versa. Sabe quando está feliz aquele que já esteve infeliz. Para que a vida seja boa, ou menos sofrível, é necessária uma certa reconciliação com o mundo: aceitá-lo como ele é.

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Felicidade acontece quando o que pensamos, falamos e praticamos estão em harmonia. (Mahatma Gandhi, idealizador e fundador do moderno Estado Indiano, conhecido como A Grande Alma).

Adm. ROBERTA GALVANI DE CARVALHO. Consultora Estratégica e  Master Coach, estudiosa do comportamento humano, desenvolve pessoas e empresas para o aumento de performance. www.galvanicarvalho.com.br – (63) 999731389.

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