Mulher…pra namorar… Pra casar, pra ficar, pra ser mãe, pra trabalhar. Mulher da vida, mulher do lar.

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Será que estamos preparados, para viver tudo isso junto, misturado, ou aceitar que apenas um pouco nos bastaria, sem julgamento, menos prezo, aumento ou hipocrisia.

Será que um dia estaremos prontos, pra seguir nossa verdadeira identidade.

Escolher quem queremos ser, e escolher quem será pra nós nossa família de verdade.

Será que estaremos fortes pra aceitar o imperfeito e construir a melhora do que é de direito, diariamente, sem preconceito.

Avançamos muitas coisas e conquistamos pouca gente, ainda rotulamos e somos rotulados.

Ainda somos confusos e raptados.

Continuamos a cadastrar pessoas, homens e mulheres, que servem e que não servem.

MULHER…pra NAMORAR… pra casar, pra ficar, pra ser mãe, pra trabalhar.

Mulher da vida, mulher do lar.

Termos conflitantes e intrigantes, partes de um histórico contexto da humanidade, ainda presente nos dias de hoje. Crenças e valores presentes nos nossos pensamento, expressos em sentimentos, e comportamentos, em pleno século XXI, o cadastramento que nossa sociedade faz, separando comportamentos e títulos, que cabem direitinho, nas pastinhas e listas, que ocupam desde caderninhos antigos com números de telefones, aos mais modernos sistemas de buscas,  APPs de relacionamentos. Como namorar pode dar certo?

Tudo acompanhado e monitorado pelas decisões e escolhas que definem nossas vidas.

“Não são suas condições e sim SUAS DECISÕES que moldam seu destino”.(Anthony Robbnis).

São tantas formas de enviesar o pensamento que é preciso um esforço intelectual, moral e psicológico para enfrentar o social.

O SIMBOLISMO nos envolve, nos transforma, a fé emana em nós como um carreador físicoquímico, segundo a bíblia, a mulher foi feita a partir de uma costela de Adão, significando, com isso, que ela é a companheira, ou seja, está a seu lado, tal qual as costelas. O osso da costela alude à igualdade entre homem e mulher, dado que não foi utilizado um osso inferior (um osso do pé, por exemplo), nem um osso superior (do crânio, por exemplo), mas sim um osso do lado. Outra interpretação, em sintonia com a primeira, lembra que a mulher é protetora da vida, dado que os ossos da costela protegem o coração.

SegundoJoseph Campbell, a “metade da população mundial acha que as metáforas das suas tradições religiosas são fatos. A outra metade afirma que não são fatos de forma alguma. O resultado é que temos indivíduos que se consideram fiéis porque aceitam as metáforas como fatos, e outros que se julgam ateus porque acham que as metáforas religiosas são mentiras”. Nenhum extremo é tão inteligente.

Uma dessas grandes metáforas é a de Eva. Campbell expõe que a metáfora da costela de Adão exemplifica o distanciamento dos hebreus da religião cultuada entre os antigos — a do culto à Mãe Terra, Mãe Cósmica. Este culto insere-se dentro de um contexto social e religioso cujas raízes remontam aos registros pré-históricos do Paleolítico e Neopaleolítico.

A arqueologia pré-histórica e a mitologia pagã registram esta origem do culto à Deusa Mãe. As mais remotas descobertas de uma religião humana remontam, inicialmente, ao culto aos mortos, e ao intenso culto da cor vermelha ou ocre associado ao sangue menstrual e ao poder de dar a vida.

Na mitologia grega, a chamada “mãe de todos os deuses”, a deusa Teia (ou Cibele, entre os romanos), exprime este culto na própria etimologia: reia significa “terra” ou “fluxo”. Campbell argumenta que Adão (do hebraico אדם, relacionado tanto a adamá ou “solo vermelho”, “barro vermelho”, quanto a adom ou “vermelho”, e dam, “sangue”) foi criado a partir do barro vermelho ou argila. A identidade da religião com a Mãe Terra, a fertilidade, a origem da vida e da manutenção da mesma com a mulher, seria, segundo Campbell, retratada também na Bíblia: “…a santidade da terra, em si, porque ela é o corpo da Deusa. Ao criar, Jeová cria o homem a partir da terra [da Deusa], do barro, e sopra vida no corpo já formado. Ele próprio não está ali, presente, nessa forma. Mas a Deusa está ali dentro, assim como continua aqui fora. O corpo de cada um é feito do corpo dela. Nessas mitologias dá se o reconhecimento dessa espécie de identidade universal”.

Segundo Campbell, o ;patriarcalismo surgido com os hebreus deve-se, entre outras razões, à atividade belicosa de pastoreio de gado bovino e caprino, e às constantes perseguições religiosas que desencadeavam o nomadismo e a perda de identidade territorial.

O papel atribuído à mulher é referido na Bíblia como portadora, tal como o homem, da marca da divindade, de Deus; esposas têm papel sempre importante, seja como amadas parceiras ou como companheiras dos maridos (Gênese, 2:20-24; Provérbios, 19:14; Eclesiastes 9:9); do Monte Sinai, Deus ordenou às crianças que honrem tanto a mãe como o pai (Êxodo, 20:12). Não há qualquer motivo para considerar Eva marginalizada ou relegada a qualquer status secundário a Adão; muito pelo contrário, a escritura situa a mulher com honras especiais (Primeira Epístola de Pedro, 3:7); maridos são orientados a amar suas mulheres de maneira sacrificada se for necessário, até com custo de suas vidas (epístola aos Efésios, 5:25-31); e a Bíblia celebra e reconhece o valor de mulheres virtuosas (Provérbios, 12:4; 31:10; Primeira Epístola aos Coríntios, 11:7).

FICA A DICA:

  1. Namorar é conhecer, namore-se, conheça-se.
  1. Goste da sua companhia primeiro, o outro virá e ficará melhor depois.
  1. Cuide do seu jardim, as borboletas virão (Guimarães Rosa).
  1. Faça coisas iguais e diferentes, de formas diferentes.
  1. Quem é mais importante? Como tratar os outros? NÃO EXISTEM OUTROS.

Namorar pra sempre

Adm. ROBERTA GALVANI DE CARVALHO. Consultora Estratégica e Master Coach, estudiosa do comportamento humano. CRIE NOVOS RESULTADOS PARA VOCÊ. www.galvanicarvalho.com.br – (63) 99731389.

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