A MULHER FÁLICA… mãe fálica…filha fálica… como entender essas relações e melhorá-las.

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Nem todas serão iguais, o importante é justamente entender que cada uma tem seu caminho. A relação deve ser separada e não simbiótica.

Vamos entender um pouco como esse termo psicanalítico, que pode estar presente nas relações entre homens e mulheres, e em algumas mães e filhas(o). É preciso cuidado para entender e critério para contextualizar o significado, pois exige uma reflexão aprofundada dos comportamentos de cada mulher e de como ela se relaciona em sua vida.

Segundo Freud, o desenvolvimento psicossexual da pessoa é um elemento central desde seu nascimento, todo ser desde que nasce possui uma libido, (energia sexual) vital, instintiva que se desenvolve em cinco estágios. Cada estágio: oral, anal, fálico, latente ou de latência genital é caracterizado por uma zona erógena, que é a fonte da unidade da libido (energia). Freud propôs que se a criança experimentou frustração sexual em relação a qualquer estágio de desenvolvimento psicossexual, ele ou ela iriam experimentar ansiedade que persistem na vida adulta como uma neurose, interferindo na funcionalidade da pessoa.

 O Fálico historicamente se encontra presente nas artes em variadas culturas e diferentes origens: sonhos, fantasias, conquista, onde a figura da mulher com pênis aparece, sugerindo uma forma poder. Assim muitas mulheres teriam inconsciente este desejo, referenciado na figura masculina genitora, um poder de forma simbólica em objetos variados, onde aqui pode entrar o(a) filho(a), como objeto de poder.

Assim as mães fálicas seriam aquelas cujos filhos significam algo vital, o atributo mais importante da vida, portanto psicologicamente inseparável, causando prejuízos inconscientes à criança, pela angustia de se separarem destes que significam seu poder. É importante lembrar que tais sentimentos nem sempre são percebidos e assumidos pela mulher, pois é um caminho muitas vezes dolorido para esta. Perceber que sua fraqueza está no que lhe parece poder. E depois disso como fica? Como ser e fazer diferente? É preciso um novo olhar e ressignificar para vida.

Na relação fálica, que se estabelece entre a mãe e o bebê não é uma relação diática, pois a mãe não está na relação para o desenvolvimento do seu bebê. É o bebê que deve satisfazer a necessidade psicológica da mãe de ter algo de intenso valor narcísico (voltado para o eu não para o tu), como se fossem um. Qualquer quebra dessa situação é capaz de desencadear a rejeição materna. Trata-se, portanto, de uma patologia da relação diática, com importantes repercussões na organização mental da(os) filha(os).
O termo fálico não diz respeito a sexualidade da pessoa e sim como esta se comporta com relação ao poder com o objeto, com referência no masculino.

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FICA A DICA:

  1. Mulher você é única, sendo assim não é sua mãe, nem sua filha, nem nenhuma outra mulher, VOCÊ É VOCÊ, parece simples, mas não é fácil.
  2. Perceba suas relações, seus comportamentos, suas necessidades e motivações
  3. Observe sua relação com seus filhos, o que eles significam para você e como tem impactado na vida deles.
  4. Filha (os) atentem-se para suas relações com suas mães, o que querem e o que precisam, quais têm sido suas inseguranças e dificuldades.
  5. Cada um tem seu caminho, um não deve viver o caminho do outro nem em função do outro.
  6. Se tiver dúvida, pesquise e procure um profissional para ajudar você.
  7. Existem muitas mulheres em você sim, mas todas elas são únicas em você e em sua história, que pode sim ser inédita e original.
  8. Vale a pena passar pela dor da separação SER QUEM VOcÊ NASCEU PRA SER.
  9. Tente até conseguir.
  10. pequenas ajustes trazem grandes mudanças.

 

Roberta Galvani de Carvalho – www.galvanicarvalho.com.br – (63) 9 99731389

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